Lutas de origem africana: resistência e identidade
- Educação Física, Esporte e Corpo

- 16 de jan.
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Atualizado: há 4 dias
As lutas de origem africana chegaram ao Brasil junto com os povos africanos trazidos à força durante a escravidão. Mesmo vivendo sob violência e opressão, esses povos mantiveram vivas suas culturas por meio da música, da dança, da religião e também das formas de lutar. Essas lutas não eram apenas para combate, mas faziam parte de rituais, festas, educação dos jovens e preparação para a vida em comunidade.
Na África, muitas lutas tinham ligação com a espiritualidade e com os costumes de cada povo. Elas ensinavam coragem, disciplina, respeito aos mais velhos e proteção do grupo. Esses saberes eram passados de geração em geração pela prática e pela convivência. Ao chegarem ao Brasil, essas lutas precisaram se adaptar, mas continuaram carregando ritmo, musicalidade, coletividade e identidade cultural.

A mais conhecida no Brasil é a capoeira, criada por africanos escravizados como forma de defesa e resistência. Misturando luta, dança e música, ela muitas vezes era disfarçada para não ser proibida. Hoje, a capoeira é reconhecida no mundo todo e é Patrimônio Cultural da Humanidade. Outras lutas africanas também influenciaram a cultura brasileira, como o engolo, de Angola, considerado a raiz da capoeira, além do dambe, da Nigéria, e do moringue, de Madagascar.
Conhecer essas lutas é valorizar a história de um povo que lutou para manter sua cultura viva. Elas mostram que lutar também é resistir, preservar a identidade e afirmar a própria existência. Nas aulas de Educação Física, trabalhar essas lutas ajuda a combater o preconceito, fortalecer o respeito à diversidade e reconhecer a importância dos povos africanos na formação do Brasil.
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